Dilma confirma duas edições do Enem por ano a partir de 2013

A presidente Dilma Rousseff minimizou nesta segunda-feira as falhas encontradas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

, que pode ser usado como calcanhar de Aquiles contra o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a campanha eleitoral. Após cerimônia que marcou um milhão de bolsas de estudo concedidas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), a presidente confirmou que a partir de 2013 o exame terá duas edições por ano.

Na última sexta-feira, o Ministério da Educação (MEC) confirmou que a primeira edição do Enem de 2012, que estava agendada para abril, foi cancelada. De acordo com o ministério, a empresa Modulo Security, de gestão de risco, fez uma avaliação e concluiu que a realização de duas edições neste ano sobrecarregaria as estruturas logísticas do exame.

Ao lado de Haddad, que deixará o primeiro escalão do governo federal para disputar a prefeitura de São Paulo, Dilma disse que o exame precisa conquistar avanços. "Nós somos humanos. Quando tem um erro, tem de aprimorar. Não estou dizendo, que é perfeito, estou dizendo que é um caminho", afirmou. "Nós melhoramos, vamos melhorar ainda mais e vamos ter depois, no ano que vem, duas edições, isso em concordância com o ministro, até por sugestão do ministro", disse ao ser questionada por jornalistas sobre o cancelamento da edição de abril deste ano.

Desde que o MEC deu início ao projeto de substituir o Enem pelos vestibulares tradicionais, em 2009, a intenção era que o exame fosse aplicado uma vez por semestre para dar mais chances aos estudantes. Na semana passada, Haddad havia afirmado que as novas exigências feitas pela Justiça em relação à prova inviabilizaram a organização de um Enem extra. Decisão da Justiça Federal no Ceará determinou que o Inep disponibilize para todos os participantes do Enem 2011 a cópia da correção da redação. Segundo Haddad, o Inep não tem condições tecnológicas de conceder vista das provas aos 4 milhões de estudantes que fizeram o exame.

O Palácio do Planalto agendou para esta segunda-feira como despedida do ministro – que deixa o governo para disputar a prefeitura de São Paulo – uma cerimônia para o anúncio de um milhão de bolsas de estudo concedidas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). Criado em 2005, o Prouni libera bolsas de estudo integrais e parciais a alunos carentes.

 

Fonte: Diogo Alcântara – Terra

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