{"id":1228,"date":"2025-11-17T15:54:15","date_gmt":"2025-11-17T18:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinproce.org.br\/?p=1228"},"modified":"2025-11-17T15:54:16","modified_gmt":"2025-11-17T18:54:16","slug":"stf-flexibiliza-regra-e-diz-que-recreio-pode-ou-nao-integrar-jornada-de-professores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinproce.org.br\/?p=1228","title":{"rendered":"STF flexibiliza regra e diz que recreio pode \u2014 ou n\u00e3o \u2014 integrar jornada de professores"},"content":{"rendered":"\n<h2><strong><em>Corte mant\u00e9m recreio como parte do trabalho, mas abre brecha para escolas provarem, caso a caso, que docente n\u00e3o estava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, quinta-feira (13), que o recreio escolar integra a jornada de trabalho de professores de escolas e faculdades particulares. Mas n\u00e3o de forma autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte estabeleceu que o intervalo \u00e9, em regra geral, parte da jornada, por\u00e9m as institui\u00e7\u00f5es de ensino poder\u00e3o tentar provar, na Justi\u00e7a do Trabalho, que o docente usou o per\u00edodo apenas para atividades pessoais, sem atender alunos ou realizar outras tarefas.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o revisa o entendimento vigente at\u00e9 agora, segundo o qual o recreio era obrigatoriamente computado como tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador, sem margem para exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como fica na pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o novo posicionamento, cada caso dever\u00e1 ser analisado individualmente em eventual disputa judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Caber\u00e1 \u00e0s escolas demonstrar que o professor n\u00e3o desempenhou qualquer atividade relacionada ao trabalho durante o chamado recreio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contexto constitucional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento tratou da constitucionalidade de decis\u00f5es da Justi\u00e7a do Trabalho que reconhecia o recreio como componente autom\u00e1tico da jornada.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema chegou ao Supremo por meio de recurso da Abraji (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Mantenedoras de Faculdades), que contestava decis\u00f5es do TST (Tribunal Superior do Trabalho).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Votos e diverg\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Gilmar Mendes, abriu diverg\u00eancia ao defender que o recreio n\u00e3o deve ser computado de forma obrigat\u00f3ria. O entendimento dele foi acompanhado por Fl\u00e1vio Dino, Cristiano Zanin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Nunes Marques, Dias Toffoli e C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do STF, Edson Fachin, foi o \u00fanico a divergir. Para ele, o intervalo do recreio deve ser considerado sempre como tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das escolas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Efeitos imediatos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o do ano passado, Gilmar Mendes havia determinado a suspens\u00e3o nacional de todos os processos sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fim do julgamento, tais a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o retomadas e dever\u00e3o seguir o novo entendimento do STF, que combina reconhecimento do recreio como parte da jornada, com a possibilidade de flexibiliza\u00e7\u00e3o caso a caso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impactos para professores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o cria novo cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a jur\u00eddica tanto para docentes quanto para as institui\u00e7\u00f5es particulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os professores, o entendimento do STF evita a perda autom\u00e1tica do direito ao c\u00f4mputo do recreio, mas os exp\u00f5e a lit\u00edgios individualizados, nos quais ter\u00e3o de comprovar que estavam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da escola durante o intervalo.<br><br>Algo nem sempre simples, dado o car\u00e1ter informal dessas tarefas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impactos para escolas privadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a rede privada, a flexibiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 vista como vit\u00f3ria parcial: abre a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de custos trabalhistas em casos espec\u00edficos, desde que consigam demonstrar que o professor n\u00e3o desempenhou atividades relacionadas ao trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, aumenta o risco de judicializa\u00e7\u00e3o, e exige, assim, controle mais rigoroso do cotidiano escolar, registro de atividades e reorganiza\u00e7\u00e3o de rotinas de supervis\u00e3o no recreio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o Supremo cria modelo h\u00edbrido: a regra \u00e9 incluir o recreio na jornada. A exce\u00e7\u00e3o, agora permitida, depender\u00e1 de prova concreta, o que deve movimentar o setor nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Diap &#8211; texto e imagem<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corte mant\u00e9m recreio como parte do trabalho, mas abre brecha para escolas provarem, caso a caso, que docente n\u00e3o estava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, quinta-feira (13), que o recreio escolar integra a jornada de trabalho de professores de escolas e faculdades particulares. Mas n\u00e3o de forma autom\u00e1tica. 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